Fabio Chaparim, Advogado

Fabio Chaparim

Jaguariúna (SP)

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Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 8 anos
Oi Ivan. Que bom que vc retrucou. Então, eu entendi sim seu ponto de vista e muito bem. Porém, hoje pode ser que os mecanismos disponíveis não permitam identificar e parar a divulgação de um conteúdo que circule livremente na Internet. Não significa que amanhã não possa. Um dia o mundo foi chato. Depois redondo. Depois, oval. Hoje se sabe que é disforme, como uma pedra. A ciência avança e deve avançar sempre. Meus argumentos são jurídicos e de interesse público. Falo de direitos humanos, inerentes à condição natural do homem, como por exemplo, ter a sua dignidade garantida e não ficar à mercê da execração pública eterna por um erro passado pelo qual até já tenha pago. Em algum momento, os cientistas da tecnologia, que também são humanos, irão perceber, ainda que pelo clamor público, que existe a necessidade de se protegerem a si mesmos e à sociedade, e que a ciência tecnológica deverá avançar ao ponto de poder alcançar o seu fim maior que é estar à serviço do homem. Sempre. Se não acreditarmos nisso, viveremos em breve o dissabor da revolução das máquinas, ao melhor estilo "filme de terror de ficção científica". Acredito na superioridade do homem para que isso não ocorra. Em algum momento, a solução tecnológica virá em favor do homem, da ciência e da justiça.

PS: Sou do tipo que acredita piamente na teoria das cordas. Só não faço ideia de como prová-la, porque em Física, eu não provaria com argumentos próprios nem a própria gravidade. Mas quando ouço falar disso, imagino as curvas e os buracos de minhoca e na minha mente visualizo perfeitamente e pra mim é só uma questão de tempo para que possamos provar, e com isso, exercitar essa possibilidade. Mas dado ao beco sem saída em que se encontram os físicos que se dedicam a isso atualmente, acho que vai demorar, e muito. Mas chegará o dia. Quem imaginaria, em 1980 o Grande Colisor de Hadrons? E 20 anos depois, lá estava ele. Concretizando o imaginário de mentes que nele pensavam há séculos. Eu nunca duvido da genialidade da ciência. Vale lembrar que voar foi um sonho impossível ao homem durante a maior parte da nossa existência (milhares de anos, diga-se de passagem). E já voamos há mais de 100 anos (ou seja, desde "ontem"). A ciência, às vezes, avança até em ritmo superior à necessidade do homem. A eletricidade, no início, não tinha nenhuma serventia imediata à sociedade. Mas os cientistas sabiam que em algum momento serviria pra alguma coisa. E graças aos mágicos de circo, que pagavam fortunas pelas "máquinas", a ciência pôde ser financiada e evoluída até a lâmpada, essa sim, de utilidade pública e aceitação imediata. Por quê não acreditar que seja possível em um futuro não tão distante assim, ter o absoluto controle das informações que hoje viajam à deriva pela Internet? Sendo que estamos falando de uma necessidade que já é uma contingência? Não é possível que seja um sonho tão impossível!

Sobre o debate com lógica, não sei. Meus debates são com sonhos. Sou cientista humana. Deixo a lógica pra você, que é das ciências exatas. Mas não se esqueça: os avanços científicos das ciências exatas, também surgiram de sonhos impossíveis. Até virarem realidade. Não sei porque você duvida. Sinceramente. Você não gostou que eu dissesse que você estava sendo fatalista. Citou até cientistas que eu tanto respeito! Então tá. Você não estava sendo fatalista. Pronto, você provou seu ponto. Mas é inegável pelos seus argumentos sobre sentenças impossíveis de serem cumpridas (atualmente), que você está sendo imediatista. Pior ainda que ser fatalista. Roma não se fez em um dia. Mas tudo bem, o erro foi meu em meu comentário. Esqueci de asseverar que meus comentários estão pautados em uma visão de futuro e de ideal, em uma visão de como as coisas devem e/ou podem ser, com base em algum sustentáculo (no meu caso, sustentei em direitos humanos e constitucionais). Já como as coisas são, qualquer analfabeto pode deduzir só de olhar à própria volta. Não acho que esse seja o trabalho de um cientista. Nem da minha área e nem da sua.
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